Prevenção em destaque na agenda do 15º Simpósio Anual da Fundação Portuguesa de Cardiologia

A prevenção das doenças cardiovasculares foi o principal tema em discussão no 15º Simpósio anual da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), que teve lugar no dia 22 de novembro, no Centro Ismaili, em Lisboa. Para a FPC, a prevenção é a melhor forma de combater as patologias do foro cardiovascular, principal causa de morte a nível mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

A importância da prevenção na saúde foi reconhecida no Orçamento de Estado para 2014, através de um reforço de financiamento na área, que irá somar um total de 72 milhões de euros. Para Manuel Carrageta, presidente da FPC, “a medida é uma nota positiva num contexto generalizado de cortes, por garantir mais meios para a prevenção. Apesar das doenças cardiovasculares não serem diretamente contempladas, entre as prioridades estão o controlo do tabagismo e a promoção da alimentação saudável, fatores de risco para a saúde do coração”.

 

Centrado na prevenção do risco cardiovascular, o 15º simpósio anual da FPC  discutiu novas abordagens no tratamento das hiperlipidémias, através da alteração do esquema de tratamento com estatinas, a importância da dieta e da manutenção de um estilo de vida ativo ou a influência do clima na prevalência destas patologias.

 

Para o presidente da FPC, “a aposta na prevenção é fundamental, sendo a dieta mediterrânica uma importante chave na redução do risco cardiovascular. Mas, mais do que as regras alimentares, o conceito de dieta deve ser entendido como um conjunto de comportamentos saudáveis, onde se inclui a prática regular de exercício físico.” O estilo de vida associado à dieta mediterrânica deve incluir “a prática de exercício físico e a exposição solar, ambas com a duração diária de cerca de 20 minutos”. A recomendação deve-se à importância do sol na fixação da vitamina D, elemento essencial à saúde cardiovascular. “A prática diária de exercício físico ao ar livre permite cumprir em simultâneo duas normas essenciais à proteção do coração”, lembra o cardiologista.

 

 

 

 

 

 

 

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