Sabia que, as doenças do aparelho circulatório estão a matar mais cedo os portugueses?

Um dos indicadores de saúde chama-se “Anos potenciais de vida perdidos”. Este indicador contabiliza o número de anos que teoricamente uma determinada população deixa de viver se morrer prematuramente (antes dos 70 anos).

Significa que sempre que uma pessoa morre, contabilizam-se os anos que se perderam por ter morrido antes dos 70 anos. Exemplo: Se um indivíduo morre aos 63 anos contribui para este indicador com 7 anos; se um indivíduo morrer com 72 anos não contribui para este indicador.

Na prática se o número de anos potenciais de vida perdidos estiver a diminuir significa que estamos a morrer mais tarde, há menos pessoas a morrer com menos de 70 anos.

Se o indicador estiver a subir significa que há mais pessoas a morrerem antes dos 70 anos o que para efeitos práticos não é bom sinal.

 

 

 

 

Como se pode ver no gráfico anterior o número de anos potenciais de vida perdidos de 2011 a 2016 tem vindo a diminuir. Estamos a morrer mais tarde, o que numa perspetiva de saúde global significa que estamos bem.

Podemos desagregar estes números por causa de morte e fazer a mesma análise incluindo apenas as pessoas que morreram por Doença do Aparelho Circulatório (doenças cardiovasculares).

O resultado é substancialmente diferente.

O indicador mostra a existência de uma subida constante nos últimos 6 anos o que significa que, quem morre por doença cardiovascular está a morrer mais cedo. A doença cardiovascular está a matar cada vez mais cedo os portugueses e isso não é bom.

 

 

 

 

Dr. Luís Negrão

Assessor Médico da FPC

 

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