Fibrilhação Auricular

A fibrilhação auricular é a arritmia crónica mais frequente com uma prevalência superior a 6% a partir da sexta década de vida. Na FA há uma perda da função mecânica auricular, o que leva à estagnação do sangue e à formação de coágulos nas aurículas, que podem desprender-se e embolizar as artérias cerebrais. A FA é responsável por 15% dos AVCs.

Os factores de risco mais frequentes são a idade avançada, a hipertensão arterial, a diabetes e a insuficiência cardíaca.

As principais manifestações da doença são as palpitações, a resposta excessiva da frequência ventricular, a falta de ar e intolerância ao esforço, o aumento da mortalidade, etc.

A FA aumenta em 5 vezes o risco de AVC (o principal problema), em 3 vezes o risco de insuficiência cardíaca, em 2 vezes o risco de demência e duplica o risco de morte.

Os objectivos da terapêutica são prevenir o AVC, controlar a frequência cardíaca, restaurar e manter o ritmo sinusal, melhorar os sintomas, prevenir a insuficiência cardíaca e prolongar a esperança de vida.

Atualmente existem novos tratamentos, que podem ser utilizados de forma mais eficaz e segura.

 

Prof. Doutor Manuel Carrageta

Cardiologista e Presidente da FPC
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