Diga em milímetros. Não diga em centímetros.

 

Antigamente os esfigmomanómetros (o nome dos aparelhos para medir a tensão arterial) eram de mercúrio. Havia uma coluna e o médico para medir a tensão insuflava a braçadeira (o mercúrio subia nessa coluna) e depois deixava sair o ar lentamente (o mercurio descia nessa coluna). Quando começava a ouvir o coração a bater, registava a máxima e depois quando deixava de o ouvir, registava a mínima. Quanto mais lentamente esvaziasse o ar da braçadeira, mais lentamente o mercúrio descia na coluna e mais precisa era a leitura. Como nem sempre se cumpria o procedimento à risca, era mais fácil dar os valores em centímetros (um centimetro são 10 milímetros) e por isso se dizia que a tensão era, por exemplo, de 14 ou era de 16,5.

 

Agora os esfigmomanometros são electrónicos. Basta carregar no botão e o aparelho insufla, desinsufla lentamente, e faz uma medição precisa da tensão. Mede em milímetros. Arredondar isso para centímetros é disparate. Aprenda a dizer a sua tensão em milímetros. Diga, por exemplo 146 de máxima e 87 de mínima. Não arredonde.

 

Dr. Luís Negrão

Assessor médico da FPC

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