A importância da água para a saúde

A prática de uma alimentação saudável compreende um padrão alimentar adequado às necessidades individuais assim como a ingestão hídrica diária suficiente. A alimentação é um hábito essencial à vida do ser humano pois não comemos apenas porque necessitamos de ingerir nutrientes para o funcionamento do nosso corpo, mas cada vez mais por motivos socioculturais e de satisfação pessoal e esquecemo-nos de um bem tão essencial: a água.

Vários estudos sobre a importância da água na fisiologia humana têm demonstrado que a água presente nos alimentos não é suficiente para suprimir as necessidades hídricas diárias individuais. Visto que por vezes torna-se uma recomendação esquecida é importante certificarmo-nos de que a hidratação é um tema exposto à população para incentivar o seu consumo. 

Segundo a Nova Roda dos Alimentos, desenvolvida em parceria pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e pelo Instituto do Consumidor em 2007, a água não se encontra inserida em nenhum grupo individualizado, mas sim de forma destacada no centro da mesma e ainda representada em todos os grupos pois para além de ser um dos constituintes de cada género alimentício é também muitas vezes necessária na confeção dos mesmos. Sendo esta imprescindível à vida  é fundamental que seja ingerida em abundância diariamente. Assim é recomendado, para indivíduos adultos saudáveis, a ingestão de cerca de 1.5L a 3L por dia para um ótimo funcionamento do organismo humano.

Embora a água seja a melhor bebida a ingerir para satisfazer a sede, pode também recorrer-se a outro tipo de líquidos sem adição de açúcar, álcool ou cafeína, como por exemplo a ingestão de cevadas, chás ou infusões.

A água é fundamental para manter o equilíbrio do organismo e ainda tem como funções:

  • Ser componente essencial do sangue, linfa e de todas as secreções corporais;
  • Intervir nos processos de digestão, absorção, metabolismo e excreção do organismo;
  • Manter a temperatura corporal.

A quantidade de água que o organismo necessita deriva da necessidade dos fluidos corporais individuais. São diversos os fatores que influenciam as necessidades hídricas diárias, nomeadamente a idade, a gravidez e lactação, a atividade física, o tipo de alimentação, o clima e as perdas aumentadas que podem ocorrer derivadas de vómitos, náuseas, entre outros.

No entanto também perdemos líquidos através da urina, fezes, transpiração e respiração e quando estas excedem os aportes ingeridos a pressão osmótica aumenta e pode ocorrer desidratação celular. Por esse motivo é necessário recordar a importância de nos mantermos hidratados.

Por outro lado o consumo de bebidas açucaradas tem vindo a aumentar, principalmente em crianças e adolescentes, como meio de ingestão de líquidos. O aumento do consumo de bebidas açucaradas para maximizar o aporte hídrico irá levar a um consequente aumento dos hidratos de carbono de absorção rápida que por conseguinte provocará o aumento de picos de glicémia, sendo este considerado um dos fatores de risco das doenças cardiovasculares, Diabetes Mellitus tipo II, Síndrome Metabólico e Obesidade.

A sensação de sede é a forma de o organismo nos manifestar a sua necessidade de água. Muitas vezes não lhe damos atenção e ao longo da vida vamo-la perdendo, pelo que é fundamental criar o hábito de beber água ao longo do dia.

Assim é necessária a prática de uma alimentação completa, através dos diferentes grupos da roda dos alimentos incluindo a ingestão de água equilibrada, possibilitando um maior consumo dos grupos com maior dimensão, e variada, através da variedade e sazonalidade dos alimentos.

 

Inês Almeida

Aluna da Licenciatura de Dietética da Escola Superior de Saúde de Leiria
Estagiária na Fundação Portuguesa de Cardiologia – Delegação Centro
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