Comunicado do Sr. Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia

Publicado a 4 de dezembro de 2017

 

A propósito da controvérsia sobre o papel do colesterol na patogénese das doenças cardiovasculares, a Fundação Portuguesa de Cardiologia reafirma que, em consonância com todas as Sociedades Científicas Nacionais e Internacionais, considera que o colesterol em excesso é o principal factor de risco de doença coronária.

Reconhece que esta verdadeira campanha anti-colesterol e anti-estatinas leva alguns doentes a abandonar a terapêutica, com (potenciais) graves prejuízos para a sua saúde, devido ao alarmismo levantado.

Salientando que a Fundação Portuguesa de Cardiologia é uma reconhecida defensora das virtudes do estilo de vida saudável, não podemos deixar de referir que as Estatinas são medicamentos que dispõem de uma sólida evidência que demonstra que o seu emprego em doentes de risco reduz significativamente a morte cardiovascular. Também reconhecemos que as Estatinas, como todos os outros medicamentos, podem ter efeitos secundários, mas os benefícios são tão significativos que devemos fazer todos os esforços para que estes medicamentos sejam usados nos doentes apropriados.

É conhecido que hoje as grandes companhias farmacêuticas, de uma maneira geral, já não promovem as Estatinas, que em sua maioria estão disponíveis no mercado como genéricos. Por outo lado, nem sempre é conhecido que os seus detratores defendem a utilização de suplementos e outros produtos ditos “naturais”, cujos benefícios, na sua maioria, não têm qualquer suporte científico.

Atendendo a esta situação o Conselho de Administração da Fundação Portuguesa de Cardiologia decidiu que o Mês de Maio de 2018 será dedicado a esta temática.

 

Prof. Doutor Manuel Carrageta

Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia
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